1 de outubro de 2011

Glossário cardiológico - E


Glossário em constante construção.
Respostas rápidas para termos comumente usados em Cardiologia.

Ecodopplercardiograma: método de imagem do coração por meio de ultrassom e análise de fluxos de sangue por meio de doppler. O exame permite uma análise detalhada tanto da anatomia como do funcionamento do coração. São identificadas as diferentes câmaras cardíacas, as valvas, as porções iniciais dos vasos que saem do coração (aorta e artéria pulmonar) e o pericárdio (a capa que envolve o coração). Pode-se saber, por exemplo, se alguma câmara cardíaca está aumentada de tamanho ou se o músculo cardíaco está hipertrofiado (o que pode acontecer com o passar do tempo em indivíduos hipertensos). O exame também permite avaliar a função de bombeamento de sangue pelo coração (função sistólica), que pode estar prejudicada em diversas cardiopatias, como por exemplo após o infarto.
Através da análise de fluxo sanguíneo pelo doppler, pode-se avaliar como o sangue passa pelas valvas cardíacas, detectando-se se elas estão estreitadas (dificultando a passagem do sangue) ou insuficientes (deixando voltar sangue quando não deve).
Usualmente é realizado o ecodopplercardiograma transtorácico, no qual o transdutor de ultrassom é aplicado sobre o tórax do paciente. Por vezes é indicado o ecodopplercardiograma transesofágico, no qual o transdutor é posicionado por uma sonda no esôfago, de forma semelhante ao que é realizado no exame de endoscopia digestiva alta.
Existe ainda uma modalidade de ecodopplercardiograma realizada sob estresse, físico (exemplo: esteira) ou farmacológico (pela injeção de substâncias pela veia, como a dobutamina). Este exame é habitualmente indicado para avaliar sinais indiretos de obstruções nas artérias coronárias.
Veja também neste glossário:

Eletrocardiograma (ECG): exame que registra a atividade elétrica do coração ao longo do tempo. Em algumas situações, o ECG pode fazer o diagnóstico de problemas cardíacos (exemplo: arritmias e infarto do miocárdio). O ECG também é útil na avaliação do grau de comprometimento de diversas doenças sobre o coração. Por exemplo, em pessoas com pressão alta ou problemas de valvas cardíacas, o ECG pode revelar alterações que indicam que o coração já está sobrecarregado pelo processo, indicando um estágio mais avançado da doença.
Muitas vezes o ECG é dito inespecífico, ou seja, revela alterações que são comuns a diferentes processos e que não permitem diagnosticar uma doença específica.
Veja também neste glossário:

Estenose aórtica: estreitamento da valva aórtica, que fica entre o ventrículo esquerdo e a aorta, abrindo-se para a passagem do sangue quando o ventrículo se contrai (sístole) e fechando-se para o sangue não voltar quando o ventrículo se relaxa (diástole). Ocorre principalmente em pessoas idosas, por um processo de degeneração da valva, mas pode também ser encontrada em jovens que nascem com a valva defeituosa. Usualmente classificada em leve, moderada ou grave. A depender da gravidade, o sangue tem dificuldade para ser ejetado do ventrículo esquerdo, o que sobrecarrega o coração podendo gerar sintomas (falta de ar, dor no peito e/ou desmaios).
Veja também:

Estenose mitral: estreitamento da valva mitral, que fica entre o átrio e o ventrículo esquerdos, abrindo-se para encher o ventrículo de sangue quando ele está relaxado (diástole) e fechando-se para o sangue não voltar para o átrio quando o ventrículo se contrai (sístole). Ocorre principalmente em pessoas acometidas pela febre reumática. Usualmente classificada em leve, moderada ou grave. A depender da gravidade, a dificuldade do sangue passar do átrio para o ventrículo esquerdo aumenta a pressão do sangue na circulação pulmonar podendo gerar sintomas como falta de ar.
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Extrassístole: tipo de arritmia ou alteração do ritmo cardíaco. Sístole significa contração da câmara cardíaca. Extrassístole, portanto, é o nome dado para uma contração cardíaca extra, um batimento precoce que subitamente ocorre antes do batimento normal, como que se “intrometendo” na sequência de batimentos cardíacos normais. Para entender com mais detalhes, é necessário lembrar que existe uma “rede elétrica” especializada que transmite o estímulo elétrico pelo coração até que ele seja convertido em energia mecânica para o coração bater. A extrassístole ocorre quando algum ponto do coração, fora desta “rede elétrica”, resolve emitir um disparo elétrico que se sobrepõe ao estímulo conduzido pelas vias normais, gerando então o batimento extra. A depender da localização deste foco que origina a arritmia, a extrassístole é dita ventricular (quando a origem é nos ventrículos) ou supraventricular (origem acima dos ventrículos, como por exemplo nos átrios).
Mais frequentemente ocorre um único batimento extra (extrassístole isolada) na sequência de batimentos normais. Outras vezes ocorre uma salva de dois ou mais batimentos extras, sendo que três batimentos extras consecutivos já denotam uma taquicardia.
Muito frequentemente o indivíduo tem extrassístoles sem nenhum sintoma. Outras vezes sente pontadas ou batedeira no peito.
Muito frequentemente o problema se restringe apenas à atividade elétrica do coração, ou seja, o coração se mostra absolutamente normal no que diz respeito à sua anatomia, estrutura e função de bombear o sangue. Outras vezes, as extrassístoles ocorrem na presença de alguma cardiopatia.
Muito frequentemente as extrassístoles não requerem nenhum tratamento específico.

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