5 de fevereiro de 2011

Aterosclerose 2: quais as consequências?


Quais as consequências da aterosclerose?
Este processo pode ocorrer em qualquer artéria do corpo.
Se acontece nas artérias das pernas, as placas de gordura podem ser obstrutivas o suficiente para prejudicar o aporte de sangue aos músculos das extremidades, o que leva à falta de oxigenação (isquemia) e dor local, tipicamente dor na panturrilha quando o indivíduo caminha.
Placas de aterosclerose nos vasos responsáveis pelo aporte de sangue ao cérebro podem eventualmente levar à súbita obstrução da artéria; a falta de sangue leva à morte (necrose) de neurônios, configurando o acidente vascular cerebral, vulgo derrame cerebral.
A aterosclerose pode acontecer nas artérias coronárias, os vasos responsáveis por levar sangue ao músculo do coração (miocárdio). A falta de oxigenação ao músculo cardíaco (isquemia miocárdica) pode provocar dor no peito (angina), principalmente quando as necessidades de oxigênio são maiores, como por exemplo durante um esforço físico.
Então o vaso sanguíneo vai entupindo progressivamente e quando obstrui completamente acontece o infarto?
Não é bem assim.
Eventualmente, uma placa de gordura que não entope muito o vaso sanguíneo pode subitamente se romper, o que faz com que o sangue circulante entre diretamente em contato com o interior da placa de gordura. A consequência é a formação de um coágulo (trombo) sobre a placa de gordura, que pode, de uma hora para outra, prejudicar o aporte de sangue e provocar falta de oxigenação ao músculo do coração. A depender do grau e do tempo de isquemia miocárdica, o músculo cardíaco pode morrer, o que configura o infarto do miocárdio.
Portanto, o infarto do miocárdio não ocorre porque o vaso vai entupindo cada vez mais até se obstruir completamente, mas sim quando ocorre um rompimento da placa de gordura com consequente formação de um coágulo que entope, agudamente, o vaso sanguíneo.
O importante é relacionar estas informações com a prática do dia-a-dia. Quando o indivíduo controla os fatores de risco (reduz o nível de colesterol no sangue, controla a pressão arterial, para de fumar, etc), não só o crescimento das placas de gordura se lentifica, como também a chance das placas se romperem e provocarem o infarto diminui. Ou seja, as placas de gordura ficam lá, mas ficam mais estáveis, menos propensas a procovarem o temido infarto.

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